'Geração do diploma' lota faculdades, mas decepciona empresários

Nunca tantos brasileiros chegaram às salas de aula das universidades, fizeram pós-graduação ou MBAs. Mas, ao mesmo tempo, não só as empresas reclamam da oferta e qualidade da mão-de-obra no país como os índices de produtividade do trabalhador custam a aumentar.
Na última década, o número de matrículas no ensino superior no Brasil dobrou, embora ainda fique bem aquém dos níveis dos países desenvolvidos e alguns emergentes. Só entre 2011 e 2012, por exemplo, 867 mil brasileiros receberam um diploma, segundo a mais recente Pesquisa Nacional de Domicílio (Pnad) do IBGE.
Estudante (Foto Reuters)
Número de instituições de ensino superior mais que dobrou desde 2001
“Mas mesmo com essa expansão, na indústria de transformação, por exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1% entre 2001 e 2012, enquanto o salário médio dos trabalhadores subiu 169% (em dólares)", diz Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia na Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A decepção do mercado com o que já está sendo chamado de "geração do diploma" é confirmada por especialistas, organizações empresariais e consultores de recursos humanos.
"Os empresários não querem canudo. Querem capacidade de dar respostas e de apreender coisas novas. E quando testam isso nos candidatos, rejeitam a maioria", diz o sociólogo e especialista em relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da USP, José Pastore.
Entre empresários, já são lugar-comum relatos de administradores recém-formados que não sabem escrever um relatório ou fazer um orçamento, arquitetos que não conseguem resolver equações simples ou estagiários que ignoram as regras básicas da linguagem ou têm dificuldades de se adaptar às regras de ambientes corporativos.
"Cadastramos e avaliamos cerca de 770 mil jovens e ainda assim não conseguimos encontrar candidatos suficientes com perfis adequados para preencher todas as nossas 5 mil vagas", diz Maíra Habimorad, vice-presidente do DMRH, grupo do qual faz parte a Companhia de Talentos, uma empresa de recrutamento. "Surpreendentemente, terminanos com vagas em aberto."
Outro exemplo de descompasso entre as necessidades do mercado e os predicados de quem consegue um diploma no Brasil é um estudo feito pelo grupo de Recursos Humanos Manpower. De 38 países pesquisados, o Brasil é o segundo mercado em que as empresas têm mais dificuldade para encontrar talentos, atrás apenas do Japão.
É claro que, em parte, isso se deve ao aquecimento do mercado de trabalho brasileiro. Apesar da desaceleração da economia, os níveis de desemprego já caíram para baixo dos 6% e têm quebrado sucessivos recordes de baixa.
Produtividade da industria aumentou apenas 1,1% na última década, segundo a CNI
Mas segundo um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) divulgado nesta semana, os brasileiros com mais de 11 anos de estudo formariam 50% desse contingente de desempregados.
"Mesmo com essa expansão do ensino e maior acesso ao curso superior, os trabalhadores brasileiros não estão conseguindo oferecer o conhecimento específico que as boas posições requerem", explica Márcia Almstrom, do grupo Manpower.

Causas

Especialistas consultados pela BBC Brasil apontam três causas principais para a decepção com a "geração do diploma".
A principal delas estaria relacionada a qualidade do ensino e habilidades dos alunos que se formam em algumas faculdades e universidades do país.
Os números de novos estabelecimentos do tipo criadas nos últimos anos mostra como os empresários consideram esse setor promissor. Em 2000, o Brasil tinha pouco mais de mil instituições de ensino superior. Hoje são 2.416, sendo 2.112 particulares.
"Ocorre que a explosão de escolas superiores não foi acompanhada pela melhoria da qualidade. A grande maioria das novas faculdades é ruim", diz Pastore.
Tristan McCowan, professor de educação e desenvolvimento da Universidade de Londres, concorda. Há mais de uma década, McCowan estuda o sistema educacional brasileiro e, para ele, alguns desses cursos universitários talvez nem pudessem ser classificados como tal.
“São mais uma extensão do ensino fundamental", diz McCowan. "E o problema é que trazem muito pouco para a sociedade: não aumentam a capacidade de inovação da economia, não impulsionam sua produtividade e acabam ajudando a perpetuar uma situação de desigualdade, já que continua a ser vedado à população de baixa renda o acesso a cursos de maior prestígio e qualidade."
Para se ter a medida do desafio que o Brasil têm pela frente para expandir a qualidade de seu ensino superior, basta lembrar que o índice de anafalbetismo funcional entre universitários brasileiros chega a 38%, segundo o Instituto Paulo Montenegro (IPM), vinculado ao Ibope.
Estudantes (Foto BBC)
Especialistas questionam qualidade de novas faculdades no Brasil

Na prática, isso significa que quatro em cada dez universitários no país até sabem ler textos simples, mas são incapazes de interpretar e associar informações. Também não conseguem analisar tabelas, mapas e gráficos ou mesmo fazer contas um pouco mais complexas.
De 2001 a 2011, a porcentagem de universitários plenamente alfabetizados caiu 14 pontos - de 76%, em 2001, para 62%, em 2011. "E os resultados das próximas pesquisas devem confirmar essa tendência de queda", prevê Ana Lúcia Lima, diretora-executiva do IPM.
Segundo Lima, tal fenômeno em parte reflete o fato da expansão do ensino superior no Brasil ser um processo relativamente recente e estar levando para bancos universitários jovens que não só tiveram um ensino básico de má qualidade como também viveram em um ambiente familiar que contribuiu pouco para sua aprendizagem.
"Além disso, muitas instituições de ensino superior privadas acabaram adotando exigências mais baixas para o ingresso e a aprovação em seus cursos", diz ela. "E como consequência, acabamos criando uma escolaridade no papel que não corresponde ao nível real de escolaridade dos brasileiros."

Postura e experiência

A segunda razão apontada para a decepção com a geração de diplomados estaria ligada a “problemas de postura” e falta de experiência de parte dos profissionais no mercado.
“Muitos jovens têm vivência acadêmica, mas não conseguem se posicionar em uma empresa, respeitar diferenças, lidar com hierarquia ou com uma figura de autoridade”, diz Marcus Soares, professor do Insper especialista em gestão de pessoas.
“Entre os que se formam em universidades mais renomadas também há certa ansiedade para conseguir um posto que faça jus a seu diploma. Às vezes o estagiário entra na empresa já querendo ser diretor.”
As empresas, assim, estão tendo de se adaptar ao desafio de lidar com as expectativas e o perfil dos novos profissionais do mercado – e em um contexto de baixo desemprego, reter bons quadros pode ser complicado.
Para Marcelo Cuellar, da consultoria de recursos humanos Michael Page, a falta de experiência é, de certa forma natural, em função do recente ciclo de expansão econômica brasileira.
"Tivemos um boom econômico após um período de relativa estagnação, em que não havia tanta demanda por certos tipos de trabalhos. Nesse contexto, a escassez de profissionais experientes de determinadas áreas é um problema que não pode ser resolvido de uma hora para outra", diz Cuellar.
Nos últimos anos, muitos engenheiros acabaram trabalhando no setor financeiro, por exemplo.
"Não dá para esperar que, agora, seja fácil encontrar engenheiros com dez ou quinze anos de experiência em sua área – e é em parte dessa escassez que vem a percepção dos empresários de que ‘não tem ninguém bom’ no mercado", acredita o consultor.

'Tradição baicharelesca'

Por fim, a terceira razão apresentada por especialistas para explicar a decepção com a “geração do diploma” estaria ligada a um desalinhamento entre o foco dos cursos mais procurados e as necessidades do mercado.
"É bastante disseminada no Brasil a ideia de que cargos de gestão pagam bem e cargos técnicos pagam mal. Mas isso está mudando – até porque a demanda por profissionais da área técnica tem impulsionado os seus salários."
Gabriel Rico

De um lado, há quem critique o fato de que a maioria dos estudantes brasileiros tende a seguir carreiras das ciências humanas ou ciências sociais - como administração, direito ou pedagogia - enquanto a proporção dos que estudam ciências exatas é pequena se comparada a países asiáticos ou alguns europeus.
“O Brasil precisa de mais engenheiros, matemáticos, químicos ou especialistas em bioquímica, por exemplo, e os esforços para ampliar o número de especialistas nessas áreas ainda são insuficientes”, diz o diretor-executivo da Câmara Americana de Comércio (Amcham), Gabriel Rico.
Segundo Rico, as consequências dessas deficiências são claras: “Em 2011 o país conseguiu atrair importantes centros de desenvolvimento e pesquisas de empresas como a GE a IBM e a Boeing”, ele exemplifica. “Mas se não há profissionais para impulsionar esses projetos a tendência é que eles percam relevância dentro das empresas.”
Do outro lado, também há críticas ao que alguns vêem como um excesso de valorização do ensino superior em detrimento das carreiras de nível técnico.
“É bastante disseminada no Brasil a ideia de que cargos de gestão pagam bem e cargos técnicos pagam mal. Mas isso está mudando – até porque a demanda por profissionais da área técnica tem impulsionado os seus salários”, diz o consultor.
Rafael Lucchesi concorda. "Temos uma tradição cultural baicharelesca, que está sendo vencida aos poucos”, diz o diretor da CNI – que também é o diretor-geral do Senai (Serviço Nacional da Indústria, que oferece cursos técnicos).
Segundo Lucchesi, hoje um operador de instalação elétrica e um técnico petroquímico chegam a ganhar R$ 8,3 mil por mês. Da mesma forma, um técnico de mineração com dez anos de carreira poderia ter um salário de R$ 9,6 mil - mais do que ganham muitos profissionais com ensino superior.
“Por isso, já há uma procura maior por essas formações, principalmente por parte de jovens da classe C, mas é preciso mais investimentos para suprir as necessidades do país nessa área”, acredita.

Ruth Costas
Da BBC Brasil em São Paulo

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131004_mercado_trabalho_diplomas_ru.shtml
acesso em 09.10.2013

38 comentários:

  1. Atualmente o numero de pessoas que possuem ensino superior aumentou, isso aconteceu porque ficou mais fácil conseguir um diploma devido ao surgimento de várias faculdades particulares nos últimos anos. Estas faculdades exigem menos dos alunos e eles acabam aprendendo menos e se formam profissionais não muito eficientes, não todos mas a maioria. Além de oferecer pouco conhecimento as faculdades particulares contribuem com segregação e desigualdade sociais, uma vez que a população de baixa renda não tem acesso aos cursos mais valorizados como medicina, direito e algumas engenharias. A geração diploma tem decepcionado empresas pois os jovens não sabem lidar com as hierarquias das empresas, nem como se portar no ambiente de trabalho e também não sabem como sair de situações difíceis, outro fato preocupante é que esses novos profissionais não estão sendo capazes de conduzir projetos de pesquisas de grandes empresas, ou seja, não são capazes de desenvolver a economia e nem os setores nos quais trabalham.
    É possível encontrar muitas pessoas que fizeram faculdade, mas que trabalham em áreas que não têm nada a ver com sua formação superior.Ter um diploma é importante, mas é preciso aprender na faculdade e colocar em prática tudo o que se aprendeu quando se está formado porque não há razão para fazer um curso só para conseguir um diploma.
    Cinthia Ayumi Tomita n: 44 2GR

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  2. Não é de se gerar grande espanto que a educação brasileira está basicamente estagnada nos níveis da mediocridade. Quando digo isso, não me refiro apenas ao ensino fundamental e médio, mas também ao ensino superior, que se vê incapaz de “gerar” profissionais competentes e prontos para atuarem no mercado de trabalho, fato este que comprova pela sobra de vagas em várias empresas, que abrem as portas para novos empregos, porém, não encontram pessoas capacitadas para preencherem essas vagas.
    O grande problema disso tudo, é a frouxidão com que universidades – grande maioria particulares- têm selecionado seus alunos nos processos seletivos, não apenas nisto, mas também pela carestia de estrutura e qualidade dentro delas. É vergonhoso saber que 38% dos universitários são analfabetos funcionais, porém, mais preocupante ainda, é saber que esses alunos se graduarão e serão considerados “prontos” para atuarem no mercado de trabalho. É ai que caímos na grande dificuldade que o país tem enfrentado para encontrar pessoas capacitadas no mercado.
    Apelidados de “geração diploma” pela BBC Brasil, esses jovens gananciosos não sabem lidar com superiores e respeitar hierarquias, muitos apesar de terem seus certificados em mãos, são incapazes de atuar nas áreas formadas, fugindo para outros empregos. O país carece de infraestrutura educacional, por parte das escolas e “vergonha na cara”, por parte de seus estudantes!
    O darwinismo sócio-educacional de Hebert Spencer não se vê mais eficiente neste país, uma vez que a ineficiência das universidades e dos alunos está quase superando o sistema “evolutivo” da nossa “retumbante pátria amada”. O Brasil precisa de uma total revolução em sua educação, já que os alunos devem por em pratica tudo aquilo que aprenderam nas universidades, mas, para que isso ocorra eficientemente, é necessário um rigoroso ensino dentro destas.
    Rafael Morais Sossai, N-32 2GR.

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  4. Podemos observar que ao falarmos da "geração do diploma", muitos profissionais estão se formando, e não estão conseguindo exercer seu trabalho. O número de faculdades particulares aumentou muito, só que o ensino acaba sendo prejudicado, pois não esta tendo um conhecimento necessário para que o aluno seja um bom profissional, e este acaba deixando " a desejar" para o aluno. Isto decepciona os empresários devido que muitos recém-formados não sabem fazer coisas básicas do cotidiano, como: fazer um relatório ou um orçamento, um arquiteto não saber resolver uma equação simples, e o estagiário ter ética e cumprir as regras básicas da linguagem, ou seja, problemas de postura, isso preocupa os empresários, e com isso vem o dilema "não tem ninguém bom no mercado", que em muitos casos um profissional de uma determinada área, aparece com um problema em relação ao seu curso, e ele não consegue resolver. Muitos profissionais se formam em determinado curso, só que não o exerce, como é o caso de alguns engenheiros antigos, que estão trabalhando na parte financeira, este que não é de sua área. O Brasil precisa de profissionais formados na área de engenharia, matemática, química, medicina, entre outros, que muitas vezes as faculdades particulares trazem grande vagas para esses cursos, logo os jovens que não tem como pagar uma faculdade particular, tornando mais difícil se formar nestas áreas.
    Lorraine Bersani Gonçalves n:43 2-GR.

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  5. Hoje em dia algumas das pessoas se preocupam apenas em terminar a faculdade, não levam em conta se gosta ou não gosta da área escolhida, muita gente pensa que fazendo uma faculdade de medicina e se tornando um médico vai ganhar bem e não leva em conta a experiência e a vontade de realizar o trabalho, assim muitas vezes as pessoas abandonam o trabalho de sua área e vai trabalhar em outra que não tem ligação com a sua área de trabalho. A falta de experiência de algumas pessoas se dá devido à falta de vontade de trabalhar e ascender profissionalmente. Algumas pessoas devido as suas condições financeiras não podem cursar o curso que desejam e fazem o que esta a seu alcance.
    Gustavo Marcato N°: 13 2°GR

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  6. Fazer faculdade é o sonho de muitas pessoas. Nunca houve tantas pessoas com ensino superior. Entretanto mesmo com essa expansão, na indústria de transformação, por exemplo, tivemos um aumento de produtividade de apenas 1,1% entre 2001 e 2012, enquanto o salário médio dos trabalhadores subiu 169% (em dólares)”, diz Rafael Lucchesi, diretor de educação e tecnologia na Confederação Nacional da Indústria (CNI).”
    Ou seja, falta capital intelectual de qualidade no mercado de trabalho além de bons professores.Os estudos apontam que os empresários tem tido dificuldades com graduados que conhecem teoria mas erram na prática. Não conseguem “pensar”, são teoricos demais. O problema tem fundamento desde os tenros anos na escola em que o aluno limita-se a saber a matéria indicada para determinada avaliação. No Ensino Médio e no Cursinho pré-vestibular o problema continua, pois só interessa saber o que vai ser cobrado no exame vestibular. Criamos profissionais programados, treinados para responderem exatamente algo sobre assuntos específicos e nada além disso.
    Gabriel Rezende Bulla n:09 2-GR

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  7. Podemos observar que a “geração diploma” está com muitos profissionais se formando mas não estão conseguindo desempenhar seu trabalho. Devido o aumento de faculdades mas o ensino acaba por ser prejudicado pois algumas faculdades não exigem alta pontuação nos vestibulares, e faz com que os analfabeto funcional tenha acesso ao ensino superior faz com que os recém-formados desapontem os empresários, pois não sabem fazer coisas básicas do cotidiano.
    Henrique Rezende Bulla N:16 2-GR

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  8. Fazer faculdade é o sonho de muita gente. Hoje em dia, pelo fato de ter ficado mais fácil conseguir um diploma há um grande número de pessoas que estão se formando, porém a conquista de um diploma não é sinal de competência.
    Estudos apontam que os empresários tem tido dificuldades com graduados que conhecem teoria mas pecam na prática. Não conseguem “pensar”, são academicistas demais. O problema tem fundamento desde o momento em que o aluno limita-se a saber e estudar somente o que vai cair na prova, pois só interessa saber o que vai ser cobrado no vestibular. Criamos uma horda de autômatos treinados para responderem exatamente algo sobre assuntos específicos e nada além disso.
    O governo, ao que parece, pode se gabar de criar programas que coloquem mais gente dentro das universidades, mas, por hora, isso não significa qualidade intelectual.
    Um dos fatores que contribuem para isso é que grande parte das universidades são ruins.
    Outro fator é a falta de experiencia do profissional no mercado de trabalho, que muitas vezes não sabem lidar com hierarquia ou ate mesmo não conseguem conviver com a diferenças entre os colegas de trabalho. Há ainda muitos dos candidatos que saem da universidade querendo ocupar um cargo superior logo de início, ao passo que não conseguem resolver problemas básicos do cotidiano.
    Com isso não é de se admirar que seja raro encontrar profissionais que estão atuando em suas carreiras há pelo menos 15 anos, e muito comum os que se formaram mas acabam exercendo em áreas totalmente distintas de sua formação.
    Hevely L. Gimenes Nº:17 2-GR

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  9. A "geração de diplomas" lota as faculdades, mas decepciona os empresários, pois muitas pessoas estão entrando nas universidades sem nem saberem ao certo se é aquilo que querem realmente, e com isso estão entrando no mercado de trabalho sem ter experiencia no ramo escolhido,e por isso estão sendo rejeitados pelas empresas.
    Isso se da pelo excesso de faculdades existentes e pela má qualidade dos cursos, apontasse a existência de faculdades que se parecem mais com uma extensão do ensino fundamental , por isso os empresários estão dispensando essas pessoas fazendo assim com que elas tenham que procurar outras áreas para trabalhar.
    Além de oferecer pouco conhecimento as faculdades particulares contribuem para as desigualdade sociais, pois a população de baixa renda não tem acesso aos cursos mais valorizados como medicina, direito e algumas engenharias.
    Gabriel Nunhez Veloso nº08 2ºGR

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  10. Ingressar em uma faculdade nos dias atuais tem sido cada vez mais fácil , principalmente quando o ensino é pago . Muitos cursos tem uma atenção especial , como o curso de medicina e engenharia , porém os outros acabam sendo deixados de lado de uma certa forma. Isto gera um ensino superior no Brasil defasado em comparação aos outros países , acarretando os problemas vivenciados hoje por diversas empresas. A mão de obra qualificada nas mais diversa aéreas estão em escassez , provindo vagas de empregos que acabam sendo ocupadas por pessoas de outros lugares do mundo.
    O governo criou e cria vários programas que ingressam estudantes nas universidades, mas eles não apresentam a qualidade necessária para um bom trabalhador no futuro .
    Muitos jovens recém formados não tem uma experiencia necessária para poder realmente entrar em um mercado de trabalho , pois a teoria se difere da pratica. Esses novos trabalhadores acabam trabalhando em aéreas totalmente oposta do que aquilo que estudaram durante anos.
    Beatriz Zamboni Nº:02 2-GR

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  11. O que chama a atenção é o crescimento do número de acesso ao ensino de nível superior e de pós graduados no Brasil.
    A quantidade de mestres e doutores formados pelas universidades brasileiras mais que quadruplicou em 15 anos.
    Era de se esperar que esses números inéditos no campo da qualificação refletissem em aumento da produtividade e da competitividade das empresas brasileiras, mas não é o que está acontecendo. A chamada "Geração do Diploma" está chamando a atenção do mercado, porém de forma negativa.
    O mercado e os empresários começaram a perceber que ter um diploma de cursos superior significa muito pouco em relação à competência e à qualificação de um profissional.
    Uma parcela significativa dos brasileiros com diploma trabalha em atividades abaixo de sua qualificação.
    Três causas para o problema:
    -A baixa qualidade das instituições de ensino superior,
    -A postura equivocada adotada por muitos jovens recém formados ,
    -O desalinhamento entre o foco dos cursos mais procurados e as necessidades do mercado.
    Isabela Paula Nº:19 2-GR

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  12. Percebe-se que atualmente tanto o ensino médio quanto o superior visa-se mais no diploma do que no aprendizado. Nos dias atuais vê-se que conseguir um emprego com remuneração sem ensino superior não é tão difícil conseguir uma colocação boa no mercado de trabalho sabendo-se que com os cursos técnicos atuais oferecidos pelo SENAI, SENAC e Pronatec entre outros, torna-se mais fácil para classe inferior. Com a falta de escolas e profissionais dificulta ainda mais o acesso a uma boa escola, mas estudar horas e horas para conseguir ingressar em uma boa faculdade não está valendo muito, pois sem precisar estudar, muitas pessoas estão ganhando o seu sustento de outras formas. Entende-se que o governo não visa uma população letrada e sim menos informada para que não haja criticas ao seu governo e com isso fica explicito o porque os estudantes de hoje não tem um conhecimento adequado para a maioria das profissões que exigem maior conhecimento profissional e estudantil.
    Milena Cristina Prodossimo n°29 2ªGR

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  13. O que mais chama atenção é o fator que temos muitos diplomados,mas pela falta de pratica em suas áreas não conseguem o trabalho do sonhos, isso e um erro do sistema educacional superior do Brasil,as faculdades alem de mostrar teorias deviam ensinar mais aos alunos a pratica de suas áreas,assim melhorando a capacidade de técnica dos alunos.E também colocando as áreas técnicas de aprendizado no mesmo patamar.
    Vitor Pereira Alves Nº 37 2ºGR

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  14. Atualmente no Brasil, o acesso às universidades tem sido ampliado em virtude dos projetos criados pelo governo. Entretanto, podemos observar um ensino cada vez mais mecânico - já que a maioria estuda somente para obter um diploma, sendo incapaz de propor soluções para os problemas cotidianos de uma empresa - e de má qualidade devido ao "boom" na criação de faculdades nos últimos anos.
    A cada dia o mercado de trabalho exige mais qualificação dos profissionais e alguns são incapazes de corresponder às expectativas das empresas, uma vez que tiveram uma graduação deficitária e, ainda, não conseguem se adequar às regras e respeitar a hierarquização. Tais problemas justificam a elevação das taxas de desemprego.
    Liliane Alves N°:26 2°GR

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  15. Entrar em uma faculdade nos dias de hoje é fácil, pois além de incentivos do governo que facilitam a entrada do estudante em universidades públicas, há também os programas que facilitam a entrada em universidades particulares. O difícil é, não só sair com a bagagem do aprendizado teórico, mais o aprendizado humanístico. Além de mão-de-obra qualificada, as empresas e empregadores procuram profissionais que saibam ouvir, obedecer e crescer por mérito próprio. A geração que vivenciamos é totalmente diferente. Aqueles que saem da faculdade muitas vezes não ingressão no mercado de trabalho, não só por não terem a qualificação profissional necessária, mais também por não terem o caráter necessário. A experiencia conta muito para ingressar no mercado de trabalho, e enquanto não houver a qualificação profissional e humana, o desemprego continuará tomando conta, pois a cada momento que passa necessitamos de profissionais cada vez mais experientes e capacitados.
    Larissa Lucas n°24 2°- GR

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  16. De acordo com a reportagem da BBC Brasil, pode se dizer que o problema que as empresas enfrentam com relação á produtividade e aos seus funcionários na chamada ´´geração do diploma``, onde estão sendo formados muitos estudantes, não está relacionado aos universitários nem na formação de ambos nas universidades brasileiras, mas sim relacionado á mão de obra.
    É necessário a formação de técnicos, através de cursos profissionalizantes. Os executivos necessitam de mão de obra qualificada. Na verdade, o mercado brasileiro, segundo a visão dos executivos, não encontra-se preparado para enfrentar a globalização. Para eles, é necessário mão de obra especializada. Assim sendo, necessita-se da criação de escolas técnicas para criar mão de obra qualificada, a fim de suprir as exigências que o mercado hoje impõe, e, paralelamente, deve haver uma tensão maior no que diz respeito aos universitários e as condições da universidade.
    Matheus Goulart Fancelli, nº28, 2º G.R.

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  17. Faculdade é o sonho de muita gente. Hoje em dia, pelo fato de ter ficado mais fácil conseguir um diploma há um grande número de pessoas que estão se formando, com o FIES que ajuda muitas pessoas que não tem condições acaba aumento o número de pessoas para fazer a faculdade dos sonhos. O problema que as faculdades públicas são pouco investida pelo governo.Isso se da pelo excesso de faculdades existentes e pela má qualidade dos cursos, apontasse a existência de faculdades que se parecem mais com uma extensão do ensino fundamental , por isso os empresários estão dispensando essas pessoas fazendo assim com que elas tenham que procurar outras áreas para trabalhar.
    Felipe Preto nº6 2º - GR

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  18. O sonho de todo jovem hoje em dia é de se fazer uma faculdade.Mas podemos observar que muitos profissionais que se formam não conseguem exercer seu trabalho em grandes empresas.Atualmente o numero de pessoas que possuem ensino superior aumentou,isso aconteceu porque ficou mais fácil conseguir um diploma devido ao surgimento de faculdades particulares,que nem sempre oferecem o conhecimento que o jovem necessita para estar pronto para o mercado de trabalho.A geração diploma está decepcionando empresas pois percebe-se que muitos jovens ainda não estão preparados para exercer aquela profissão ou exercem outra que não tem nada ver com a faculdade que fez.É preciso aprender na faculdade e colocar na prática tudo aquilo que absorveu,pois se não do que adianta ter um diploma.
    Rodrigo Augusto N°34 2°GR

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  19. A expansão do ensino superior particular não trouxe as devidas melhorias na qualidade de ensino,sendo consideradas instituições ruins que não trazem crescimento socio-econômico para seus alunos.
    A grande maioria dessa "geração diploma" é fruto da formação básica deficitária existente no Brasil.
    Fazendo com que os jovens não consigam ingressar em instituições de qualidade e com isso concluem seus estudos em instituições educacionais de graduação de baixa qualidade.
    Formando profissionais despreparados para o mercado de trabalho.
    Apesar da escolaridade no Brasil ter aumentado a qualidade do ensino estagnou.
    São profissionais que não estão preparados para atender as necessidades do mercado,não são líderes,nem criativos na resolução e execução de atividades básicas pertinentes a sua área.
    No Brasil atualmente cultiva-se a cultura da graduação ainda que essa graduação não formem profissionais qualificados.
    Essa procura imensa por graduação levou a um déficit de técnicos levando os empresários e até mesmo o governos com as FATEC'S voltarem a estimular esse tipo de formação acadêmica.
    Muitos também acreditam por estarem em universidades de qualidade já tem garantido o sucesso profissional gerando uma postura profissional inadequada.
    O Brasil deve investir em educação para os jovens terem uma boa formação básica levando-os assim a formação superior de qualidade,formando profissionais qualificados,criativos e éticos.
    Giovanna Farina de Miranda nº 45 2ºG.R

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  20. O fenômeno conhecido como "geração diploma", que tem desapontado os empresários, é na verdade um fácil acesso a um ensino superior. A principal causa disto é a má qualidade do ensino e as habilidades dos estudantes de algumas faculdades do país. Além disso tudo, "formandos" não estão conseguindo alguns cargos por causa que os contratantes querem pessoas que consigam dar respostas e apreender coisas novas, e quando eles passam por este teste, a maioria é reprovado. Também alguns arquitetos por exemplo não estão sendo capazes de fazerem contas simples ou alguns já não tem respeito no ambiente de trabalho, não conseguem manter a hierarquia da empresa, prejudicando assim a sua boa postura. Outros que conseguem se formar, depois de pegar seu diploma não atuam na área. Deixando assim o mercado de trabalho cada vez pior, fazendo os empresários ficarem com vagas abertas em suas empresas.
    Bruna Aylon nº03 - 2º GR

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  21. É realmente preocupante a situação do desempenho e desenvolvimento do ensino no Brasil. E mesmo que houvesse um ensino melhor deveria haver a conscientização escolar e familiar de uma rotina de estudos concisa, acabando com o ciclo do "jeitinho brasileiro" por deixar tudo para a última hora. Isso, muitas vezes ocasiona em um problema grave e comum que são os leitores funcionais, que não conseguem interpretar um texto qualquer tendo dificuldade em obter ou se estabilizar em um emprego. Outro fator agravante foi o crescimento avassalador de faculdades particulares que geralmente possuem pouca qualidade e facilitam a entrada de pessoas não aptas para o mercado de trabalho. Em relação a isto, outros problemas ocasionam com a entrada do individuo, como a falta de postura diante de outros funcionários, a falta de produtividade e criatividade, e a pressa em obter o cargo no patamar do seu estudo. Contudo, este comportamento em conseguir apressadamente o posto almejado é comum presente na chamada Geração Y o que ocasiona conflitos para com outras gerações mais antigas como os Baby Boomers que pode ser melhor compreendido no link a seguir: http://www.youtube.com/watch?v=ctx6OlURwuQ
    Tais Yuki Isis Valença n°:35 - 2°GR

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  22. Hoje em dia, fazer um curso superior no nosso país é muito fácil, o número de faculdades no Brasil esta crescendo rapidamente, porem grande parte delas são de má qualidade e criam profissionais incapazes de realizar pequenas tarefas. Esses profissionais fazem parte da "geração do diploma", mesmo com o grande número de vagas no mercado, muitos deles não conseguem bons empregos por não serem qualificados para tais.
    Outro grande problema dessa geração é a tendência dos universitários brasileiros por buscarem cargos de gestão, deixando de lado uma grande necessidade do mercado, que são os cargos técnicos, isso acontece porque grande parte dos brasileros possuem uma visão equivocada de que cargos de gestão pagam bem e cargos técnicos pagam mal.
    Vitória Peres Nº38 2ºGR

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  23. Este comentário foi removido pelo autor.

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  24. A decepção do mercado hoje em dia, é com certeza o que já está sendo chamado de "geração do diploma", e é confirmada por especialistas, organizações empresariais e consultores de recursos humanos. No Brasil tinha pouco mais de mil instituições de ensino superior. Hoje são 2.416, sendo 2.112 particulares. Muitas destas instituições de ensino superior privadas acabaram adotando exigências mais baixas para o ingresso e a aprovação em seus cursos, um processo relativamente recente, é estar levando para bancos, universitários jovens que não só tiveram um ensino básico de má qualidade, como também viveram em um ambiente familiar que contribuiu pouco para sua aprendizagem. Mas os empresários não querem esses tipos de universitários, com falta de experiência, querem capacidade de dar respostas e de apreender coisas novas, mas na maior parte das vezes que testam isso nos candidatos, rejeitam a maioria, pois o índice de analfabetismo funcional entre universitários brasileiros chega a 38%, ou seja, são incapazes de fazerem algo mais complexo. De 38 países pesquisados, o Brasil é o segundo mercado em que as empresas têm mais dificuldade para encontrar talentos. Apesar de tudo, os níveis de desemprego já caíram para baixo dos 6% e têm quebrado sucessivos recordes, mas a produtividade da indústria aumentou apenas 1,1% na última década, segundo a CNI.
    Carolaine Oliveira Nº04, 2-GR

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  25. Apesar da multiplicação do número de "canudos" entregues aos estudantes brasileiros na última década, os empresários percebem um baixo aumento na porcentagem de produtividade pelos mesmos, pois hoje abriram muitas universidades particulares que dispõem de várias maneiras para que o universitário passe de ano apenas em busca do dinheiro, mas atitudes como essas apenas formam pessoas com um falso intelecto sobre seu curso, apenas para status.. Por isso que hoje, um currículo que apresente uma faculdade federal nele é muito bem conceituado entre chefes de emprego por saberem que em todas elas a concorrência e a ignorância dos professores formam profissionais de boa qualidade..
    Maurício Cossich Neto nº:40 - 2º GR

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  26. apesar da grande procura de um nível superior de escolaridade chamada de geração diploma , o Brasil nao apresenta um bom nível de ensino que consequentemente as pessoas nao aptas acabam se tornado nossos advogados, engenheiros e até médicos e isso pode ocasionar uma falta de escolaridade suficiente pra nos ficarmos seguros de que essas pessoas sao aptas para exercer essas profissões. guillherme augusto n:12

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  27. Existe uma grande diferença entre as Universidades do Brasil com as Universidades de outros países. Por exemplo, nos Estados Unidos todas as grandes instituições de ensino são privadas e no Brasil todas são públicas. As diferenças aqui todas as privadas são sustentadas pelo poder público com bolsas se não fosse assim todas já estariam com suas portas fechadas. Nos EUA quase são privadas e a educação é um investimento muito importante ao qual as famílias se preparam para seus filhos terem uma formação de primeira qualidade.
    No Brasil tinha pouco mais de mil instituições de ensino superior. Muitas destas instituições de ensino superior privadas acabaram adotando exigências mais baixas para o ingresso e a aprovação em seus cursos, um processo relativamente recente, é estar levando para bancos, universitários jovens que não só tiveram um ensino básico de má qualidade gerando o que chamam de “geração de diploma”. A principal da geração de diplomas é a má qualidade do ensino e as habilidades dos estudantes de algumas faculdades do país.
    Gustavo P. Liberati nº. 15 - 2º GR

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  28. Atualmente jovens que ingressam no mercado de trabalho, com diploma em mãos, não estão atendendo as exigências impostas pelo mercado de trabalho. Esse problema está diretamente ligado a "geração dos diplomas", que é repleto de pessoas que buscam receber um canudo ao fim do curso ao invés de expandir seus conhecimentos, para que futuramente possa desenvolver sua carreira com eficiência. Uma das causas dessa de linha de pensamento é a facilidade de entrar em uma faculdade, principalmente as particulares, gerando o desalinhamento entre o foco dos cursos mais procurados e as necessidades do mercado .
    A geração diploma tem apresentado uma postura evocada, decepcionando empresas pelo fato de não saberem lidar com as hierarquias presentes nestes locais.
    O que devemos entender é que se deve apresentar ao mercado de trabalho,o conhecimento e a competência, não só um pedaço de papel.
    Yasmin Mansano N°39 - 2°GR

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  29. Lendo a matéria, vemos que é preocupante a situação do Brasil, temos muitos profissionais mais eles não são capacitados eles não tem a pratica em suas áreas assim causando grandes problemas no mercado de trabalho e as universidades devem melhorar seu métodos de ensino para a melhora da formação dos profissionais, e tambem nivelar as profissões
    Leonardo Canuto Nº 42 2ºGR

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  30. Fazer uma faculdade é um sonho de muita gente e com a facilidade de entrar nessas universidades fica tudo mais fácil. As universidades brasileiras, grande maioria particulares, não oferecem uma boa estrutura e nem uma boa qualidade alem disso a maioria dos alunos que estão fazendo esses cursos são analfabetos funcionais, e um dia eles terão seus diplomas e vão ser considerados como prontos.
    Mais porque tantas vagas disponíveis na maioria das empresas ?
    Porque esse alunos que hoje se consideram prontos não tem capacidade de dar respostas e de aprender coisas novas e quando testados acabam sendo rejeitados.
    A BBC Brasil até apelidou os jovens de “geração do diploma” pois ganham seus diplomas e não conseguem um emprego. Já passou da hora que alguém tomar uma providências e melhorar os cursos para que esses alunos, além de diplomas consigam um emprego.
    Fernando H. Martins n°07 2°-GR

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  31. A quantidade de pessoas qualificadas para o mercado de trabalho é insuficiente para ocupar todas as vagas de empregos, mesmo com um grande aumento no numero de pessoas com ensino superior, isso não significa que a qualidade de formação acompanhou este aumento, muito pelo contrario, isso quer dizer que ficou mais fácil obter um diploma, com o surgimento de universidades particulares menos criteriosas que transformam seus alunos em maus profissionais, esta é a chamada “geração diploma” que busca um cargo de respeito perante a sociedade, e que de dinheiro, não se importando com o profissionalismo e nem com a ética, buscando apenas o lucro.
    Leonardo Pizzico n 25 2 GR

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  32. Realmente isso acontece muito. Como podemos ver no texto, há realmente muitas escolas para nível superior no Brasil, dificultando a qualidade de ensino q essas escolas proporcionam, seria uma boa se resolvessem isso apenas exigindo mais qualidade de ensino e um ensinamento um pouco mais concentrado para o futuro do jovem estudante. O Brasil, por ser o 4º país mais populoso do mundo, tem este problema que seria normal um país subdesenvolvido acarretar, muita população, pouco investimento e alguns outros problemas, fazem com que sejam normal problemas com jovens em ensino, saúde, moradia... Mas como nós(brasileiros) geramos bastante dinheiro para a mão do nosso estado, esses tipos de problemas não deveriam de existir.
    Alonir Nabhan Junior nº1 - 2º GR

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  34. Devido ao grande aumento do contingente de diplomados na ultima década e ao surgimento de muitas universidades de qualidade duvidosa, principalmente as particulares as quais possuem meios de seleção menos exigentes do que as públicas, conquistar um diploma não é mais sinônimo de competência e qualificação, pois estes estão sendo adquiridos muito facilmente e nem sempre por mérito e esforço, e o número de diplomados continua a aumentar chegando ao ponto em que devido a extrema facilidade tanto para se ingressar quanto para continuar em um curso superior que o número de analfabetos funcionais é preocupante. Este juntamente com outros fatores, como a desvalorização de cursos nas áreas das ciências exatas por parte da população estão fazendo com que alguns setores fiquem com falta de mão de obra qualificada e a conquista do diploma seja totalmente desvalorizada e acaba afetando também aqueles que obtiveram sua graduação devido a sua competência e ao seu esforço. Uma prova disso é a dificuldade que as empresas estão tendo em contratar funcionários recém-formados por estes não apresentarem uma qualificação ou adaptação aceitáveis para o meio ao qual querem trabalhar.
    Devido também a estes fatores que muitos formados trabalham em áreas as quais não condizem com suas formações.
    Lorenzo Vela Nunhez nº 27 - 2º GR

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  35. É possível perceber como são baixos os investimentos em faculdades no Brasil. As melhores deste país não chegam nem perto do nível mundial. Baseando-se nisso e na cultura do país, percebe-se que, ainda no ensino médio, o aluno tem o objetivo de passar na faculdade e ter um emprego, mas não o de realmente ter o conhecimento. Como o objetivo do estudante é só terminar o curso e ter um emprego, ele descarta o caminho que acha que pode ser o mais "complicado", como as exatas, fazendo com que o número de atuantes nessa área seja menor que em outros países.
    Hugo Vinicius Sartori nº 18 - 2º GR

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  36. A partir o texto exposto , "Geração do diploma", podemos ver que o atual pensamento dos brasileiros em relação a sua formação é realmente preocupante, pois eles não exigem de si mesmos e das universidades um elevado grau de conhecimento e experiências, estando somente interessados no diploma oferecido no final dos cursos. E que as universidades, principalmente particulares, por sua vez duplicaram em quantidade na ultima década, todavia não melhoraram a sua qualidade de ensino, um dado que decepciona e alerta o mercado de trabalho.
    Após ter posto em pauta este assunto é essencial que haja uma conscientização, por meio das bases educacionais ( colégios/ escolas ) e das famílias, em relação a postura dos estudantes , futuros graduados, sobre a sua formação de aprendizagem e experiência. Levando em questionamento a desigualdade socioeconômica que é gerada porque os jovens não aumentam a capacidade de inovação da economia e não impulsionam sua produtividade.
    Rafaela Amaral De Carli nº33 2ºGR

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  37. O Brasil está sofrendo com a falta de profissionais qualificados para o mercado de trabalho devido ao que os especialistas chamam de “Geração do Diploma”. Os mais novos graduados nas universidades do país não possuem o conhecimento específico que as posições desejadas requerem. Segundo José Pastore, sociólogo e especialista em relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da USP, os empresários não querem apenas o diploma, mas sim profissionais capacitados para lidar com as várias situações no mercado de trabalho. A principal causa desse déficit de qualidade de ensino está relacionado com a grande quantidade de universidades e faculdades criadas em 10 anos no Brasil. Essas não acompanharam a melhoria da qualidade do ensino e também as exigências para o ingresso e aprovação nos cursos das universidades são baixos. Em seguida a decepção com a nova geração de diplomados está ligada a “problemas de postura” que refletem a falta de experiência de vida desses jovens que anseiam em chegar ao topo das carreiras e acabam por não respeitar as hierarquias. Por fim podemos dizer que existe um desalinhamento entre os cursos mais procurados e as necessidades do mercado onde profissionais de uma área acabam precisando preencher cargos que seriam destinados a outros profissionais.

    João Pedro Ávila Mistrello - Nº22 - 2º Glauber Rocha

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  38. Com o passar do tempo e com o avanço da tecnologia fica cada vez mais fácil adquirir um diploma, e o nível de ensino fica prejudicado, devido ao baixo investimento feito pelo governo federal no ramo de ensino desde o fundamental até os cursos de pós graduação, mestrados ou até doutorados; vemos que nas faculdades particulares a forma de aprovação para entrar no curso é de certa maneira fácil, basta apresentar uma renda compatível com a mensalidade do curso. Outro problema que vemos está no fato da grande procura por cursos onde a renda oferecida é alta, basta vermos os cursos de medicina, odontologia e cursos onde a forma de atuação é autônoma, os cursos de ciências exatas não são valorizados no mercado brasileiro. Parte do problema também vemos na falta de interesse dos jovens no mercado de trabalho, em conhecer a empresa como um todo, seu funcionamento e sua historia, fica bem nítido, assim os jovens diplomados estampam em seus currículos o curso concluído, esquecendo que muitas vezes que a experiencia é fundamental para a evolução dentro do quadro funcional.
    Concluindo o artigo, vemos que primeiro, antes de procurarmos a qualificação em uma faculdade, devemos analisa-las pelo seu método de ensino, e buscarmos adequar o curso ao objetivo de trabalho desejado, pois nada é mais importante que estar cursando uma carreira que tanto almeja
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    THAINÁ KOTESKI DE CASTRO N° 36- 2ºGR

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