Antonina 81 graus

Sensação térmica chega a 81ºC em Antonina, diz Simepar Por volta das 16h desta terça-feira (18), a temperatura média era de 40,2ºC, mas a máxima registrada no horário foi de 44,3ºC.

Praça Romildo Gonçalves Pereira – Praça Beira Mar: Vista do alto de Antonina / PR
Foto: TripAdvisor 


A sensação térmica em Antonina, no litoral do Paraná, bateu novo recorde e chegou a 81ºC por volta das 16h desta terça-feira (18), de acordo com o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar). A temperatura máxima registrada nos termômetros da cidade foi atingida no mesmo horário, chegando a 44,3ºC.

O cálculo da sensação térmica, conforme os meteorologistas, é medido através da velocidade do vento e umidade relativa do ar. Quanto maior a umidade e a temperatura, maior a sensação de calor.

Considerando o período da tarde, entre 12h e 17h, a sensação térmica média em Antonina foi de 60ºC, ainda de acordo com o Simepar.

Dias quentes
Os moradores de Antonina têm enfrentado temperaturas e sensações térmicas altas nos últimos dias. Na sexta-feira (14), a sensação térmica foi de 64ºC - registrada no mesmo horário, às 16h. Nos termômetros, a temperatura foi de 43ºC.

O Simepar indica que as temperaturas altas devem continuar no município, ao menos, até o fim de semana.

Sensação térmica bate recorde em Antonina, no litoral do Paraná
Foto: Simepar/Reprodução - G1 Paraná
Em dias de muito calor, médicos recomendam o uso de roupas mais leves e de filtro solar, além de cuidados com a hidratação e a dieta.

Fonte: G1 - Paraná

Países mais vulneráveis às mudanças climáticas

Um novo estudo afirma que 9 dos 15 países com maior risco de sofrerem desastres naturais, incluindo aqueles relacionados a mudanças climáticas, são ilhas.
O relatório também destaca a vulnerabilidade das crianças em áreas afetadas por desastres
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O World Risk Report 2018 (Relatório de Risco Mundial 2018, em tradução livre) analisa o risco de terremotos, tsunamis, furacões e inundações em 172 países - e também avalia a capacidade que eles têm de responder a eventos como esses
O estudo é da Universidade Ruhr de Bochum, na Alemanha, e da Development Helps Alliance, uma aliança de ONGs humanitárias alemãs.
Ele foi divulgado num momento em que a Indonésia registra pelo menos 429 mortos e 150 desaparecidos em decorrência de um tsunami que atingiu a costa do país no último sábado.
A região está localizada entre a Ásia continental e a Oceania, sendo esta última a área considerada mais vulnerável a desastres naturais, de acordo com os pesquisadores.

Top 15

No relatório, os pesquisadores destacaram a difícil situação das crianças nessas áreas marcadas pela vulnerabilidade - cerca de uma em cada quatro crianças no mundo vive em uma área afetada por desastres.
Além disso, dados da ONU mostram que mais da metade das pessoas desalojadas por conflitos ou desastres naturais em 2017 tinham menos de 18 anos.
Zonas de risco (Fonte: World Risk Report 2018)
PaísÍndice de risco (Numa escala de 100)
1. Vanuatu50.28
2. Tonga29.42
3. Filipinas25.14
4. Ilhas Salomão23.29
5. Guiana23.23
6. Papua Nova Guiné20.88
7. Guatemala20.60
8. Brunei18.82
9. Bangladesh17.38
10. Fiji16.58
11. Costa Rica16.56
12. Camboja16.07
13. Timor Leste16.05
14. El Salvador15.95
15. Kiribati15.42
As ilhas estão no topo da lista devido à vulnerabilidade a fenômenos climáticos, incluindo o aumento do nível do mar.
A pequena ilha de Vanuatu, no Pacífico Sul, foi considerada a nação mais vulnerável do mundo, seguida pela vizinha Tonga.

Ilhas

O arquipélago das Filipinas, com uma população de mais de 104 milhões de pessoas, está em terceiro lugar.
Embora a Oceania tenha sido, em geral, a região considerada de maior risco pelos pesquisadores alemães, países da África não apenas figuram de forma expressiva entre os 50 principais países com probabilidade de sofrer um desastre natural como também correspondem a 13 dos 15 com maior "vulnerabilidade social" a desastres.
Segundo o relatório, o Catar é o país com o menor risco.

Mapa mostrando o índice de risco mundial a desastres naturais, por país

Vulnerabilidade social

Os pesquisadores destacaram a necessidade de preparação para desastres naturais extremos, usando como exemplo positivo a forma como as nações europeias reagiram à onda de calor que atingiu o continente na primavera e no verão, causando secas que afetaram diretamente a agricultura.
"Foi a vulnerabilidade relativamente baixa dos países afetados pela seca que os poupou do desastre", escreve Katrin Radtke, professora da Universidade Ruhr de Bochum.
O índice de risco é calculado levando em conta não só a probabilidade de um desastre natural acontecer mas também como um país está preparado para um evento do tipo, considerando fatores como normas de construção, níveis de pobreza e os planos existentes para uma eventual crise.
Relatório avalia riscos de áreas serem atingidas por terremotos, por exemplo, assim como a capacidade de resposta a esse tipo de evento . Direito de Imagem GETTY IMAGEM
Isso explica por que nações com histórico de desastres naturais, como o Japão e o Chile, atingidos por terremotos, não estão entre os 20 países de maior risco.
Ou como a Holanda, que há séculos tem lutado contra o nível do mar, ocupa apenas a posição número 65.
"Esses países não conseguem reduzir o suficiente os possíveis riscos decorrentes de eventos naturais, mas eles não são os mais vulneráveis", diz o relatório.
O Catar foi considerado o país com o menor risco de desastres naturais.
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"Em relação ao clima, 2018 foi um ano surpreendente, e de aprendizado. Mais uma vez, ficou claro que estar bem preparado para eventos naturais extremos é fundamental", disse Angelika Bohling, presidente da Development Helps Alliance.
Fonte:BBC.com

Por que o país mais populoso do mundo passou a incentivar suas famílias a ter mais filhos

Quando a China acabou com a política do filho único, há três anos, havia esperança de que os casais tivessem um segundo filho para ajudar a desacelerar o ritmo de envelhecimento da sociedade. Mas não está funcionando.

A China está agora se esforçando para incentivar os casais a ter mais filhos

A taxa de natalidade em declínio é hoje um dos assuntos mais comentados em toda a China - e há uma verdadeira sensação de crise.
Declarações de autoridades e propagandas estatais agora incentivam os casais a "terem filhos em nome do país", gerando críticas nas mídias sociais de que a campanha do governo é invasiva e insensível.
As medidas em discussão vão desde ampliar a licença-maternidade até estimular um segundo filho por meio de incentivos financeiros e fiscais. E há quem defenda que os limites de filhos por família – hoje, são permitidos até dois – sejam eliminados por completo.
Com o objetivo de conter o crescimento populacional, a política do filho único da China foi introduzida em 1979, um ano após as reformas econômicas. A regra foi rigorosamente aplicada para a maioria. Quem a violava podia ser multado, perder o emprego ou ser alvo de aborto forçado e esterilização. Mas a taxa de fertilidade já havia entrado em declínio acentuado na década anterior.

Por anos, a China se beneficiou de seu crescimento demográfico, com um grande população (quase um quinto de todo o mundo) capaz de fornecer ampla mão de obra, enquanto tinha ao mesmo tempo um número razoável de pessoas muito jovens e idosas. Isso favoreceu a rápida ascensão econômica do país.
Mas o cenário está rapidamente mudando. Para que o desenvolvimento econômico continue e a China seja capaz de lidar com o envelhecimento do país, o ritmo de nascimentos precisa crescer em vez de declinar.
O fim da política do filho único em 2015 mirou esse objetivo, mas os dados apontam que, apesar da liberdade adquirida, os jovens parecem não querer mais filhos.

Quão grave é o problema da baixa taxa de natalidade?

De acordo com o Departamento Nacional de Estatísticas da China, houve 17,86 milhões de nascimentos em 2016. A população chinesa cresceu em 1,31 milhão de pessoas - foram 12,95 nascimentos a cada 1 mil habitantes, a maior desde 2001.
Mas, em 2017, quando a política de dois filhos já deveria produzir efeitos, houve 17,23 milhões de nascimentos, uma queda de 630 mil em comparação com 2016. E a taxa de natalidade foi de 12,43 a cada 1 mil habitantes, 0,52% menor em relação a 2016 e abaixo da previsão mais pessimista antes da introdução da nova política.
As expectativas para o futuro são ainda mais sombrias sob essa política do governo. A taxa de natalidade deve continuar a cair a partir de 2018, e, em dez anos, o número de mulheres chinesas com idade entre 23 e 30 anos será 40% menor e haverá cerca de 8 milhões de nascimentos por ano.
Não surpreendentemente, esse tornou-se um dos temas mais debatidos na China. Em 6 de agosto, o jornal oficial do Partido Comunista, o Diário Popular, dedicou uma página inteira ao assunto.
Um artigo de opinião intitulado "Ter filhos é um assunto de família, mas também uma questão nacional" advertia que o Estado precisava de novas políticas para lidar com o impacto da baixa taxa de natalidade sobre a economia.
A mídia estatal chinesa vem tratando o envelhecimento da população como uma questão de interesse nacional
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Um artigo no jornal estatal Xinhua Daily, escrito por dois acadêmicos da Universidade de Nanjing, provocou protestos. Eles sugeriram a criação de um fundo para nascimentos, para o qual todos com menos de 40 anos contribuiriam. Se um casal tivesse um segundo filho, poderia retirar dinheiro deste fundo. Se não, teria de esperar até a aposentadoria.
"Penalizar quem tiver um filho ou não? Por favor, parem de mirar nas carteiras das pessoas", foi apenas um dos artigos publicados em resposta à proposta, que foi rotulada de imprudente, injusta e desnecessária.
Alguns exigiram que o Estado lide com o motivo de os jovens não querem mais filhos e tente reduzir o custo de criar uma criança, em vez de criminalizar financeiramente as pessoas.

Por que isso é tão urgente agora?

A China está rapidamente se tornando uma sociedade envelhecida. Não só a taxa de natalidade vem caindo, mas hoje vive-se mais - a expectativa de vida era de 66 anos quando a política do filho único foi introduzida e, agora, é de 76.

Isso colocará a economia chinesa sob grande pressão no futuro. De acordo com estatísticas oficiais, o número de pessoas entre 15 e 64 anos superou 1 bilhão em 2013, mas vem diminuindo constantemente desde então - e essa tendência continuará.
Ao mesmo tempo, o número de idosos está crescendo. Em 2016, a população total da China era de 1,39 bilhão - incluindo 158 milhões de pessoas com 65 anos ou mais, ou 11,4%.
Isso é mais do que uma vez e meia a definição da Organização das Nações Unidas (ONU) de uma sociedade envelhecida, quando 7% da população têm 65 anos ou mais. A ONU prevê que chegará a 17,1% em 2030.
Isso significa que os idosos são sustentados por um número cada vez menor de pessoas em idade ativa. De acordo com um artigo do site Ifengweekly, havia 3,16 jovens para cada idoso em 2011. Em 2016, a taxa caiu para 2,8. A previsão é que, até 2050, seja de apenas 1,3.
Como em outros países com projeções semelhantes, isso tem enormes implicações para a economia, para o sistema de aposentadorias e para os serviços voltados para as necessidades de idosos.
Por que as pessoas não têm mais filhos?
Muitos jovens na China que cresceram durante as três décadas de planejamento familiar rigoroso e amplo desenvolvimento econômico têm uma mentalidade diferente de seus pais.
Em geral, eles estão acostumados a ser o centro das atenções e desfrutam de riqueza material e liberdade pessoal muito maiores. Também estão se casando e tendo filhos mais tarde (se é que o fazem) e se concentram mais em suas próprias carreiras e felicidade, uma tendência que não se limita à China.
 Para muitos jovens chineses, ter filhos não é uma prioridade
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Quando pensam em começar uma família, uma grande preocupação é se podem pagar por isso. Pesquisas mostram que, em média, criar uma criança em uma cidade pode consumir mais da metade da renda familiar.
Creches sempre recebem inscrições em excesso, por isso muitos precisam contar com a ajuda dos avós das crianças. E ainda há a hipoteca e outros compromissos no orçamento. Em outras palavras, ter um filho é uma batalha. Ter outro demanda ainda mais recursos e apoio.
"Nossa geração tem um tremendo fardo sobre os ombros", disse uma mulher, que não quis ser identificada na reportagem. "Nossos pais idosos, nossos filhos pequenos, nossas carreiras. Tudo isso junto pode acabar com a gente."
A mulher, na faixa dos 30 anos, já tem um filho de cinco anos. Ela e o marido decidiram não dar a ele um irmão. A falta de vagas em creches é um grande motivo. "Então, contratamos babás para cuidar do nosso filho e pedimos aos nossos pais que fiquem de olho na babá." 
Por outro lado, algumas mulheres mais velhas, já com 60 e poucos anos, dizem que teriam tentado ter um segundo filho se a política tivesse sido alterada antes, mesmo se já estivessem em idade avançada.
Então, a política durou tempo demais? Houve um debate nacional suficientemente robusto em torno do tema? Muitas pessoas estão agora se fazendo essas perguntas.
Os líderes da China demoraram a agir?
Todos os censos realizados depois de 1990 apontam para o rápido declínio da taxa de fertilidade (o número médio de filhos de uma mulher ao longo da vida) na China, que é inferior aos 2,1 necessários para haver uma reposição da população.
Mas o índice foi alvo de grande controvérsia. Uma pesquisa populacional em 2000 indicou que a taxa era alarmantemente baixa, de 1,22. Autoridades de planejamento familiar disseram, no entanto, que seria de 1,8, argumentando que muitos nascimentos não eram registrados. No fim, o índice mais elevado prevaleceu.

Essa diferença pode significar que uma situação urgente foi subestimada ou deixada de lado?

Ainda hoje, é difícil encontrar uma figura com grande autoridade sobre a taxa de fertilidade da China - alguns indicam que está em 1,2-1,4; outros, entre 1,5 e 1,7 - abaixo dos Estados Unidos (1,8) ou da Índia (2,3).
Pedidos de mudanças para conter o declínio do crescimento populacional parecem ter recebido pouca atenção. Há mais de uma década, Ye Tingfang, membro do principal conselho político da China, a Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, argumentou contra intervenções e apresentou uma moção no Congresso em 2007, pedindo o fim da política do filho único assim que possível.
O Comitê Estatal de Planejamento Familiar disse que o país não mudaria a política. Ele fez uma petição em seguida, que foi ignorada.
Outras vozes dissidentes incluem James Liang e Jianxin Li, dois professores da Universidade de Pequim e autores do livro Há Chineses Demais?, publicado em 2012.
Eles argumentaram que a taxa de natalidade da China teria se tornado muito baixa e que, se a tendência continuasse, o país envelheceria muito rápido, a economia sofreria e a sociedade se tornaria instável. E recomendaram ajustes na política de planejamento familiar.
É difícil adivinhar o que aconteceu nos bastidores das tomadas de decisão. O fato é que em 2013 houve um relaxamento da política do filho único.

Duas crianças te deixam rico?

Hoje em dia, algo que mudou é que parece haver uma discussão mais ampla sobre questões populacionais na China. Em alguns locais, autoridades pararam de multar que tem filhos além da conta.
O governo faz campanha para incentivar famílias maiores 'em nome do país'
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Alguns especialistas propõem o uso de 2% a 5% do PIB para incentivar nascimentos, por meio de reduções de impostos e incentivos em dinheiro. Outros dizem que as pessoas devem ter tantos filhos quanto quiserem.
E há muita propaganda de incentivo, a qual as pessoas criticam na internet. "Precisamos de um pouco de espaço para respirar!", disse um internauta. "Isso tudo vai contra o que nos disseram quando crescemos (para casar tarde e ter menos filhos)", lamenta outro.
Isso é o que realmente mudou. As pessoas têm mais independência e liberdade de formular seus próprios pontos de vista e não são tão facilmente influenciadas por propaganda ou incentivos moderados. Vivem por si mesmas, não mais pelo país.
E é muito mais difícil incentivar o crescimento populacional do que restringi-lo. No fim das contas, ter filhos é uma decisão que cabe a cada indivíduo.

Fonte:BBC.com