Ilha mais poluída do Mundo

Se há ilhas de sonho, esta tem tudo para ser um pesadelo. A ilha de Henderson fica no Pacífico Sul e pertence ao arquipélago de Pitcairn, um território britânico. 
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Foto: Greenpeace UK Oceans @GPUKoceans
As espécies de aves e as reservas de fosfato fazem dela Patrimônio Mundial da Unesco e tem tudo para ser um local paradisíaco. Infelizmente, nos últimos tempos ficou mais famosa pelas toneladas de lixo que se acumulam.“Os maiores poluidores são, sem dúvida, os produtos de consumo do dia-a-dia, que as pessoas deitam fora, sem sequer pensarem nas consequências ou onde é que esse lixo vai acabar. As estimativas de plástico nas praias, seja nas ilhas ou no continente, parecem estar feitas muito por baixo e não refletem a verdadeira escala do problema”, diz Jennifer Lavers, investigadora na Universidade da Tasmânia.



Jennifer Lavers liderou um grupo de cientistas australianos que fez um levantamento sobre esta illha, há dois anos, e concluíu que é a mais poluída do mundo. Encontrou cerca de 37,7 milhões de peças de plástico. A ilha está desabitada, fica longe de toda a civilização e só é visitada muito esporadicamente, normalmente por cientistas. A ilha fica na rota da corrente do Pacífico Sul, conhecida por transportar toneladas de plástico.

Fonte: http://pt.euronews.com/2017/05/16/conheca-a-ilha-mais-poluida-do-mundo

Nível do mar sobe 2 vezes mais rápido que previsto


Nos últimos 25 anos, a elevação do nível do mar em todo o planeta cresceu o dobro do previsto, segundo um estudo internacional publicado nesta segunda-feira na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).


Com a mudança climática, espera-se que Veneza, na Itália, fique totalmente inundada dentro de um século
Com a mudança climática, espera-se que Veneza, na Itália, fique totalmente inundada dentro de um século

Os cientistas analisaram dados históricos de marégrafos, instrumentos utilizados para medir as oscilações costeiras até 1992, data na qual foram produzidos os primeiros satélites capazes de monitorar os níveis do mar.
Os pesquisadores combinaram todos estes dados e os corrigiram com uma nova metodologia mais coerente com a dinâmica marinha, o que permitiu redefinir a informação disponível.

"É importante determinar com precisão a taxa de aumento de nível do mar nas décadas passadas para saber quais foram os processos envolvidos e como cada um deles responde ao aquecimento global", explicou Marta.

"Nossas conclusões demonstram que as regiões costeiras estão mais expostas do que pensávamos e, portanto, o risco é maior."

Segundo o estudo, 1993 foi o ponto de inflexão: até aquele ano, o nível do mar subiu de forma significativamente mais lenta.

Mas, a partir de então, o aquecimento global aumentou drasticamente a curva de crescimento do nível do mar em escala planetária, um fato que coincide com os registros das medições dos satélites.

Em relação às causas do aumento do nível do mar, os pesquisadores apontam o degelo das geleiras, sobretudo durante o século XX. Nas últimas décadas, as placas de gelo polar teriam contribuído mais para o aumento do nível do mar, segundo o estudo.

"Isto significa que a diferença entre os dados prévios a 1993 e as observações precisas dos satélites é maior e, portanto, quase duplicamos a aceleração na elevação do nível do mar em relação aos valores que tinham sido adotados até agora", concluiu Marta.


O trabalho, do qual participou Marta Marcos, pesquisadora do Instituto Mediterrâneo de Estudos Avançados, comparou as estimativas sobre o aumento do nível do mar com as medições reais divulgadas por satélites e constatou que o aumento quase duplica os valores previstos.

Após selecionar os registros mais longos e de maior qualidade, os cientistas corrigiram as estimativas levando em conta processos não diretamente relacionados com os oceanos, como os movimentos da crosta terrestre ou os as mudanças na forma da Terra (geoide terrestre).

Fonte: https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/efe/2017/05/22/aumento-do-nivel-do-mar-acontece-duas-vezes-mais-rapido-que-o-previsto.htm

Resíduos de Mineração

Um grupo de cientistas gregos desenvolveu uma tecnologia que permite recuperar elementos metálicos preciosos a partir de resíduos industriais.





As vastas jazidas de bauxite alimentam a fábrica da “Alumínio da Grécia”, uma das maiores do género na Europa. A produção de uma tonelada de alumínio resulta em cerca de 1,5 tonelada de resíduos, também conhecidos como “lama vermelha”. Aqui geram-se 2 mil toneladas de detritos por dia.
“É fácil achar que os resíduos não passam de lixo. Mas para nós representam o futuro. Esta bauxite contém ferro, titânio, silicone, metais de terras raras e escândio. No futuro será a partir deste minério que vamos produzir todos estes elementos”, diz-nos Vicky Vassiliadou, representante da empresa.

“É uma vantagem económica e ambiental”

Os chamados elementos de terras raras são particularmente valiosos, possuindo propriedades únicas na condução de calor e eletricidade, assim como em termos de magnetismo. São hoje em dia componentes fundamentais na produção de turbinas eólicas, veículos, computadores, telemóveis e outros dispositivos tecnológicos.
Segundo Efthymios Balomenos, da Universidade Técnica de Atenas (NTUA), “este resíduo de bauxite em particular contém cerca de 1 quilo e meio de terras raras por tonelada. Pode não parecer muito. Mas basta fazer as contas: se juntarmos 700 mil toneladas por ano, temos 10% da procura anual da Europa deste tipo de elementos”.
A necessidade de encontrar métodos de extração mais acessíveis e ecológicos motivou o projeto EURARE, para reduzir também a dependência da Europa da importação destes metais. Em Atenas, um grupo de engenheiros criou um procedimento simples para depurar os elementos pretendidos da lama vermelha.
O coordenador do projeto, Ioannis Paspaliaris, afirma que “a grande vantagem deste processo é que torna possível retirar os elementos de forma seletiva. A matéria sólida não é totalmente dissolvida – só os elementos que interessam. E isso é uma vantagem do ponto de vista económico e ambiental”.
Em vez de um solvente tradicional, é utilizado um líquido iónico. Trata-se de um sal que permanece em estado líquido à temperatura ambiente. “Deitamos os resíduos de bauxite num reator que contém uma solução de líquido iónico. A extração é idêntica ao processo de fazer um chá ou café: extraímos só os componentes que queremos, basicamente”, explica-nos Panagiotis Davris, da NTUA.
Leva algumas horas até que os elementos de terras raras se dissolvam completamente. A mistura é filtrada para separar as partículas sólidas. Acrescenta-se ácido ao líquido iónico. O resultado é então uma depuração valiosa de elementos de terras raras. A utilização de líquidos iónicos em vez dos solventes tradicionais é justificada por Panagiotis Davris da seguinte forma: “Não são inflamáveis, nem são voláteis. Podemos trabalhar a altas temperaturas sem risco de incêndio ou qualquer perigo sanitário”.

Fonte: http://pt.euronews.com/2017/04/26/ha-um-tesouro-nos-residuos-industriais