Cataluña cada vez mais próxima da independência

 Spanien Katalonien Wahlen
Coalizão pró-independência obtém maioria no Parlamento da Catalunha, a três meses das eleições gerais no país. Governo federal afirma que vai utilizar todos os meios legais para evitar uma possível separação. 
Os separatistas da Catalunha proporcionaram um duro golpe ao governo central espanhol no domingo (27/09) ao conquistarem a maioria no Parlamento regional , a três meses das eleições gerais no país. A vitória encerrou o mandato do Partido Popular (PP), do primeiro-ministro Mariano Rajoy, na província.
O movimento pró-independência da região mais rica da Espanha afirma que a vitória deverá conduzir à independência catalã dentro de um período de dois anos, apesar da resistência em Madri.
A legenda pró-independência Juntos Pelo Sim, liderada pelo chefe do executivo catalão, Artur Mas, conquistou 62 das 135 cadeiras no Parlamento, e poderá formar uma coalizão majoritária com o partido de extrema-esquerda Candidatura de Unidade Popular (CUP), que assegurou outros dez assentos. São necessárias 68 cadeiras para a obtenção da maioria no Parlamento catalão.
Os dois grupos que defendem a independência catalã, porém, ficaram pouco aquém dos 50% do total de votos, conquistando 1,9 milhões do total de 4 milhões. Eles conquistaram maioria no Parlamento graças a um sistema de votos proporcionais.
Mapa localização da Cataluña.
http://wannapic.info/2015/09/catalunha.html/
O resultado levou os opositores de Mas a considerar que a estratégia do líder regional fracassou, após seus esforços de transformar o pleito em um plebiscito indireto sobre a autonomia da região.
Pablo Casado, porta-voz do PP, diz que o governo vai "continuar a defender a unidade espanhola". Madri afirma que vai utilizar todos os meios legais para impedir a independência da Catalunha, que é responsável por um quinto da produção econômica do país.
Alguns analistas acreditam que o movimento pela independência deverá sofrer um revés nas eleições gerais marcadas para dezembro, que deverão decidir pela permanência de Rajoy e do PP no poder. Entretanto, não importa qual seja o resultado, o próximo governo deverá iniciar negociações pela concessão de maiores poderes fiscais e autonomia para a Catalunha.
Nas próximas semanas, terá lugar a formação do Congresso regional e do novo governo, tudo isso enquanto na Espanha se aproximam as eleições legislativas, previstas para dezembro e na qual é provável que o debate catalão siga presente.

Fonte: dw.com 28/09/2015

Bolívia reinvidica acesso ao mar

Territórios pré guerra (em cores) e pós guerra (linhas em preto) Fonte: wikipedia.org/
A Bolívia conseguiu uma vitória na disputa com o Chile para conseguir uma saída para o mar. Essa disputa já foi até motivo de guerra.
A Bolívia nunca esteve tão perto do Pacífico como agora. A decisão da Corte de Haya abre caminho para o julgamento da causa boliviana.
Eles querem que o tribunal obrigue o Chile a ceder uma saída soberana para o mar. Esse privilégio, a Bolívia já teve. Perdeu para o Chile, em um tratado de 1904, assinado depois da Guerra do Pacífico.
Esse é um tema que há muito tempo mexe com os ânimos de ambos os lados. O DNA do nacionalismo chileno é o território. A obsessão dos bolivianos é o Pacífico. Por enquanto, nada mudou. Mas a simples possibilidade de um julgamento internacional, já animou os bolivianos.
Nas ruas de La Paz, o povo festejou. O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse que a justiça está sendo feita. E convidou o Chile a dialogar sobre o assunto.
A presidente chilena, Michelle Bachelet, respondeu que a Bolívia não ganhou nada, porque o mérito da questão ainda não foi julgado. "Não tocaram na nossa integridade territorial", afirmou Bachelet.
Jorge Castro, que é analista internacional, diz que além da questão jurídica, o que está em jogo é uma negociação política. "Nos países da América Latina, em especial, da América do Sul, esse tipo de disputa tem um caráter político", ele explica. “Para se chegar a uma solução, em algum momento, os países terão que encontrar um caminho de negociação política”, conclui.

Fonte: Bom Dia Brasil 25/09/2015