Grandes nevascas

Uma forte nevasca cobriu de branco partes do Canadá e do nordeste dos EUA, levando os governadores dos Estados americanos de Nova York e Nova Jersey a declarar estado de emergência e pedir às pessoas que permaneçam em suas casas.

A tempestade já forçou o cancelamento de mais de 4 mil voos entre quinta e sexta-feira, fechou escolas, prejudicou o trânsito e levou ao acúmulo de até 61 cm de neve em alguns pontos.

"Isto não é brincadeira. As pessoas devem considerar seriamente ficar em casa", declarou Andrew Cuomo, governador de Nova York.

Com as ventanias, as temperaturas baixaram para até -29ºC em Toronto e na Cidade de Québec (Canadá) - as mais baixas das últimas décadas.

Para brasileiros com voos programados para a região, é recomendável consultar as empresas aéreas para confirmar suas decolagens - apesar de, segundo consulta no site da Infraero, a maior parte dos voos aos EUA ter sido mantida.

O site mostra que ao menos um voo da American Airlines partindo do aeroporto de Guarulhos (SP) para Nova York foi cancelado nesta sexta-feira; outro está atrasado.

Em seu perfil no Facebook, a TAM informou na tarde desta sexta-feira que cancelou dois voos (indo e vindo de Nova York a São Paulo) e remanejou os passageiros para partidas no sábado.

'Fiquem em casa'


O recém-empossado prefeito de Nova York, Bill de Blasio, disse que a maior parte das avenidas da cidade estão liberadas, mas pediu que "as pessoas ajudem. Se não tiverem que viajar hoje (sexta), por favor fiquem em casa".

O jornal The New York Times reportou que as temperaturas na cidade, pela manhã, estavam semelhantes às do Alasca.
Muitos turistas aproveitaram para fazer guerra de bolas de neve na Times Square, mas as temperaturas estão tão baixas que são capazes de provocar queimaduras ou úlceras de frio em questão de 30 minutos.

Nos estados vizinhos de Connecticut, Massachusetts e Nova Jersey, funcionários públicos de serviços não essenciais foram liberados para não trabalhar, e muitas escolas cancelaram suas aulas.

Ainda que o aeroporto de Boston permanecesse aberto nesta tarde, mais de 300 voos foram cancelados, segundo o Boston Globe.

A Associated Press informa que 11 mortes foram atribuídas às nevascas e seus desdobramentos.

Na Filadélfia, um operário morreu soterrado na queda de uma carga de 30 m de altura de sal, usado para minimizar o efeito da neve nas estradas.
No Canadá, algumas cidades do leste estão vivenciando sensação térmica de -35ºC por conta dos ventos.

Fonte: BBC - Brasil 3 de janeiro, 2014

Calor pode matar

O governo da Argentina confirmou que a onda de calor que atinge o país deixou pelo menos sete mortos, a maioria idosos, na semana passada.

As mortes foram registradas na província de Santiago del Estero, a cerca de 1,1 mil km ao norte da capital, Buenos Aires.
Os efeitos do calor intenso – que chegou a 45ºC em províncias do norte – se agravaram com os cortes no fornecimento de energia, que privaram os argentinos de ar condicionado.
O governo atribui os apagões ao calor e cobrou de empresas privadas de energia mais investimentos no setor.
Os meteorologistas dizem que esta é a pior onda de altas temperaturas a atingir o país em pelo menos 40 anos.

Neon desligado

Centenas de pessoas em Santiago del Estero procuraram assistência médica por causa do calor. Os médicos aconselharam a todos que permanecessem dentro de suas casas nas horas mais quentes do dia.
Segundo a repórter da BBC Brasil em Buenos Aires, Márcia Carmo, os cortes de energia atingiram principalmente a grande Buenos Aires, mas províncias do norte, entre elas Chaco e Corrientes, esta na fronteira com o Brasil, também foram afetadas.
Em decorrência dos apagões, as autoridades decidiram dar folga para funcionários públicos e recomendaram que cartazes com luzes de neon fossem desligados.
Elas disseram que não mais que 3% da população de Buenos Aires foi afetada pelos cortes de energia.
Entretanto, muitas pessoas não acreditam na estimativa do governo, e dezenas de argentinos foram às ruas protestar na segunda-feira contra a resposta dada pelo governo aos apagões.
De acordo com a repórter da BBC Irene Caselli, partes da capital do país estão sem energia há duas semanas.

Falta de investimentos

Nos protestos, moradores de Buenos Aires bateram panelas e colocaram fogo em sacos de lixo e pneus, causando congestionamentos no momento em que milhares de pessoas deixavam a capital para as comemorações de ano-novo em outros locais.
A crise trouxe à tona a falta de investimentos no setor de energia da Argentina. Alguns acusam das autoridades de ignorar a corrupção e não conseguir modernizar o sistema.
O governo, por outro lado, culpa as companhias de energia, que foram privatizadas e, segundo eles, não investem.
O prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, um ex-aliado da presidente Cristina Kirchner, saiu em defesa das companhias privadas de energia.
“A maior responsabilidade é do governo federal”, disse ele. “O governo precisa garantir que há um programa de investimento, o que não ocorreu na última década”, disse.

Fonte: BBC - Brasil. 31 de dezembro, 2013

O$ REAI$ circulando pelo mundo...

Gasto de turista brasileiro sobe 10 vezes em 10 anos

No embalo da valorização do real e da elevação da renda, os gastos dos turistas brasileiros no exterior aumentaram mais de dez vezes em uma década.

De janeiro a novembro de 2013, foram US$ 23,125 bilhões, 1.025% mais que os US$ 2,055 bilhões gastos no mesmo período de 2003.

Naquele ano, a realidade era outra. O dólar mantinha-se caro, após disparar em 2002 para R$ 4, devido ao temor do mercado com a eleição de Lula. O cenário era de retração econômica e aumento do desemprego.

Com isso, as viagens ao exterior recuaram e o saldo entre gastos de brasileiros lá fora e de estrangeiros aqui ficou levemente positivo.

De lá para cá, não só o número de brasileiros rodando o mundo cresceu em ritmo bem maior que o de estrangeiros vindo ao país, mas também o gasto médio lá fora disparou.
 viagens exterior turismo

ROMBO

Como os gastos de estrangeiros aqui não cresceram na mesma velocidade, 2013 deve fechar com rombo recorde de R$ 18,6 bilhões na chamada conta turismo, prevê o Banco Central.

O economista da PUC-Rio José Márcio Camargo observa que o aumento das viagens internacionais na última década refletiu, além da valorização do real e da alta dos salários, a inflação alta do país. "Ficou relativamente mais barato consumir lá fora", diz.

Com a vantagem, passou a 1,791 milhão em 2012 o número de brasileiros que foi fazer compras nos EUA, segundo o Ministério do Turismo. Eram 349 mil em 2003.

 
DESTINOS

No mesmo período, o total de brasileiros viajando ao exterior cresceu 244%, para 8,1 milhões. Com isso, os EUA passaram a ser nosso principal destino turístico, ultrapassando os vizinhos Argentina e Uruguai.

O presidente da Embratur, Flávio Dino, diz que o mais comum no mundo é o turismo de fronteira, mas o Brasil é pouco integrado aos seus vizinhos. Há poucas ofertas de voos e não há ligações por ferrovias, exemplifica.

Além disso, o principal centro turístico do país, o Rio, era mundialmente famoso pela violência.

Apesar do temor de novas manifestações, Dino acredita que a Copa será positiva. "O espírito de festa vai prevalecer, como na Copa das Confederações. Nossas pesquisas mostraram que mais de 90% dos estrangeiros disseram que voltariam ao país."

O crescente deficit entre gastos de turistas estrangeiros aqui e brasileiros lá fora é um dos fatores que explicam o aumento do saldo negativo nas contas externas brasileiras, que deve fechar o ano com deficit recorde de US$ 79 bilhões.

Para tentar conter esses gastos, o governo aumentou no dia 18 o imposto sobre cheques de viagem, cartões pré-pagos e saques no exterior com cartões de débito. 

Por: MARIANA SCHREIBER - Folha de S. Paulo. Mercado. 01.01.2014