Tratado Transatlântico: salvação da UE?

Juntos, União Europeia e Estados Unidos representam um terço do comércio internacional e metade da riqueza produzida no mundo.


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 Os dois gigantes pretendem fechar um acordo de livre comércio, que eliminaria as tarifas de importação entre os parceiros. Além disso, querem padronizar regras de comércio.
Esse acordo tem força para promover recuperação na economia mundial.
“Se nos fizemos acordos simultaneamente, paralelamente, com União Europeia e Estados Unidos, nos podemos aproveitar o crescimento econômico deles para também vender mais. Se nós perdermos essa oportunidade de negociação com outros blocos, nós vamos ficar presos, isolados, dentro de um bloco decadente que é hoje o Mercosul”, afirma Roberto Giannetti da Fonseca, diretor da Fiesp.
O Mercosul, com Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela e Paraguai, representa 58% do PIB da América Latina. Mas depois de duas décadas da criação, avançou pouco e sobram divergências.
A Argentina impõe barreiras a produtos brasileiros. A Venezuela enfrenta grave crise econômica. E o Paraguai está suspenso do bloco.
Como os cinco países do Mercosul se organizaram como mercado comum todas as negociações têm que ser feitas com o bloco. E isso tem dificultado acordos internacionais.
Enquanto isso, outros países da América Latina têm avançado em um ritmo muito mais rápido.
A Aliança do Pacífico foi criada em 2011 por México, Colômbia, Peru e Chile. Outros 16 países já aderiram como observadores e podem se tornar membros no futuro, entre eles França, Portugal e Austrália.
A aliança prevê a livre circulação de mercadorias e pessoas, mas diferentemente do Mercosul, permite que os membros negociem livremente acordos com outras economias.
Para o governo brasileiro, nem a Aliança do Pacifico nem as negociações entre Estados Unidos e União Europeia são motivo de preocupação.
“É com naturalidade que vemos outros países buscando também maximizar os ganhos. Na medida em que isso gere mais comercio, promova oportunidades de emprego, eleve o nível de vida e aumente o dinamismo da economia internacional é positivo para o Brasil”, destaca Antonio Patriota, ministro das Relações Exteriores.
Enquanto o Chile tem acordos bilaterais com 21 parceiros, o Brasil, junto com o Mercosul, tem apenas com 3 - Israel, Egito e Palestina. O ex-embaixador do Brasil em Washington, Roberto Abdenur, afirma que é preciso fazer mais.
“O Brasil precisa de uma estratégia de inserção internacional. O que está em jogo agora é muito sério. Para além do futuro do Mercosul ou dos impactos desses entendimentos entre Estados Unidos e Ásia, Estados Unidos e Europa. O que está em jogo de certa maneira é o futuro da economia brasileira”, ressalta Roberto Abdenur, ex-embaixador em Washington.


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