Bolsa anticrack do governo de São Paulo


O programa do governo estadual, batizado de Cartão Recomeço, não vai beneficiar menores de idade

 O projeto prevê que as entidades que vão tratar os viciados (particulares e não governamentais) recebam R$ 1.350 mensais por paciente. A expectativa inicial é que 3.000 pessoas sejam atendidas a partir de julho.
Imagem Fonte: Folha de S. Paulo
 O controle para verificar se o tratamento está sendo realizado será feito por um cartão magnético, similar a um cartão bancário, que ficará com a família do usuário.
O objetivo do programa é ampliar a rede de atendimento aos viciados que já passaram por um período de desintoxicação em hospitais ou clínicas públicas e reduzir o índice de reincidência.
Nessas comunidades, os pacientes tratarão da abstinência, receberão qualificação profissional e vão se reaproximar de seus familiares e amigos.
Segundo o governo estadual, o programa custará R$ 4 milhões mensais. O cartão terá validade de 180 dias - o governo ainda não definiu se esse prazo poderá ser ampliado. Para o govenro, esse tempo é considerado adequado para a recuperação de um paciente.
Editoria de Arte/Folhapress
ENTIDADES
Na próxima semana, segundo o governo, será lançado o edital para credenciar as entidades interessadas. A expectativa é que 300 entidades, sendo que a maioria tem alguma ligação com religião, estejam aptas a participar do programa.
O secretário de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia, diz que tem conhecimento de 132 entidades que estão aptas a participar do programa e que rapidamente poderá chegar ao número de 300.
Segundo o governo, entidades em 11 cidades poderão participar. São elas: Diadema, Sorocaba, Campinas, Bauru, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, São José dos Campos, Osasco, Santos e Mogi das Cruzes.
As entidades, explica o governo, terão de responder a uma série de exigências. A ideia é tentar padronizar o atendimento das comunidades terapêuticas para reduzir o índice de recaídas de usuários que forem encaminhados para tratamento por meio da "bolsa anticrack".
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social, uma das exigências será oferecer qualificação profissional. Só participarão do programa comunidades terapêuticas com experiência no tratamento dos usuários. Clínicas, onde há médicos 24 horas ao dia, não serão credenciadas.
O motivo da escolha pelas comunidades é o valor por paciente. Enquanto na comunidade o usuário custa pouco mais de R$ 1.000/mês, na clínica custa quase R$ 5.000. 

Fonte: Folha de S. Paulo. Cotidiano. 09.05.2013

 

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