Coréia do Sul reage a ameaças

Clima é de tensão na península desde que o regime comunista reagiu a exercícios de Seul com americanos

Poderio Bélico das duas Coréias
A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, advertiu a Coreia do Norte de que qualquer movimento de provocação do ditador Kim Jong-un receberá uma resposta "enérgica e imediata" e "sem nenhuma consideração política" do Exército de Seul.
Segundo o ministro da Defesa da Coreia do Sul, Kim Kwan-jin, o país está pronto para realizar ataques preventivos contra instalações nucleares ou militares do Norte.
Ontem, os EUA voltaram a afirmar que levam a sério as ameaças feitas por Pyongyang, ainda que não tenham rastreado ações que respaldem sua retórica hostil.
Segundo a CNN, os EUA deslocaram um navio de guerra e um radar para a costa norte-coreana para monitorar possíveis ações militares.

A Coreia do Norte vem aumentando o tom de sua retórica belicista desde o início dos exercícios militares anuais conjuntos dos EUA e da Coreia do Sul, em 11 de março, e desde que a ONU aplicou novas sanções como resposta ao lançamento de um foguete e um teste nuclear.

Na sexta, o regime de Kim afirmou que estava em "estado de guerra" com o Sul.
A declaração aumentou a tensão regional, embora as duas Coreias estejam tecnicamente em guerra desde 1953 -não foi assinado um tratado de paz para pôr fim à Guerra da Coreia (1950-1953), apenas um armistício.
O armistício, porém, foi declarado inválido pela Coreia do Norte em artigo publicado em 11 de março no jornal "Rodong Sinmun", controlado pelo governo. Na ocasião, Seul rejeitou o anúncio de Pyongyang, dizendo que o armistício não poderia ser anulado unilateralmente.
Fonte: Folha de S. Paulo (02.04.2013)

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