Brasil: Portos não embarcam

A importadora chinesa Sunrise disse ontem que teria "enorme prejuízo" se não cancelasse a compra de 2 milhões de toneladas de soja do Brasil em razão de atrasos nos embarques e negou que a decisão seja uma estratégia para renegociar os preços do produto.
"Não adianta nada ter um preço bom se a soja não pode ser entregue. Se a situação do transporte melhorar, nós podemos reconsiderar e voltar a comprar", declarou ao Estado o gerente de grãos e óleos da empresa, Shao Guorui. Segundo ele, a Sunrise estuda a possibilidade de compensar o cancelamento dos contratos com a aquisição de soja na Argentina a partir de abril.
Congestionamento rumo ao porto de Santos. Fila passa de 20km
Foto: Luiz Carlos Murauskas - 20.mar.13/Folhapress
COMPARANDO...
O porto de Roterdã, o maior da Europa, é quatro vezes mais produtivo que o porto de Santos, o maior do Brasil, disse nesta quarta-feira (20) o diretor-geral da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Pedro Brito.
Segundo por Brito, enquanto o porto holandês movimentou 434 milhões de toneladas em 2011 com 1.220 trabalhadores (50,3 mil toneladas por hora), o brasileiro registrou pouco mais de 100 milhões de toneladas com 1.360 funcionários (11,2 mil toneladas por hora) no mesmo ano.
DIFERENÇAS
"Quando visitamos os portos de todo o mundo, a primeira diferença que notamos é a existência de um planejamento para os próximos dez ou 15 anos", disse Brito. Outro contraste são as estruturas de gestão "absolutamente profissionais" na Europa e nos Estados Unidos, mesmo nos portos públicos.
O diretor da Antaq também ressaltou a questão da escala: hoje, dos dez maiores terminais de contêineres do planeta, cinco estão na China. "Os chineses, 20 anos atrás, não tinham nenhum porto entre os dez maiores do mundo."


 Fonte: Estadão.com.br  Economia 21.03.2013
           Folha.com.br Economia 20.03.2013

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