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Locais onde já caíram meteoritos em todo o mundo

Locais onde já caíram meteoritos em todo o mundo

 

A queda de um meteoro na Rússia no último dia 15 deixou mais de mil feridos e aumentou a curiosidade em relação ao fenômeno.

No entanto, a queda de meteoros é um fenômeno relativamente comum. O site “CartoDB” fez uma montagem em um mapa mostrando todos os lugares onde já foram registrados oficialmente quedas de meteoritos, incluindo os que já foram encontrados em terra e aqueles cuja descida foi presenciada.


Mapa mostra áreas onde já caíram mais meteoritos no mundo (Foto: Reprodução/CartoDB)
Mapa mostra áreas onde já caíram mais meteoritos no mundo (Foto: Reprodução/CartoDB)

O mapa foi montado a partir da base de dados da “Meteoritical Society”, um grupo internacional que mantém o registro de todos os meteoritos reconhecidos pela comunidade científica. Ao todo, a relação usada no mapa tem pouco menos de 35 mil pedras.

A lista conta com meteoritos encontrados desde a Antiguidade, como o Ur, encontrado pelos mesopotâmios por volta do ano 2.500 a.C. no atual Iraque. O maior já registrado é o Hoba, encontrado na Namíbia em 1920, que tem 60 toneladas e é composto de aço.

No mapa, as áreas em vermelho mais escuro representam os locais onde já foram encontrados mais meteoritos. Os círculos maiores representam também meteoritos mais pesados.

Isso não significa que as demais áreas não tenham tido o fenômeno, apenas que não há registro oficial – na floresta amazônica, por exemplo, seria naturalmente mais difícil encontrar essas pedras, o que explica o clarão no Norte do Brasil.

 

Asteróide passa próximo a Terra

Asteróide passa próximo a Terra

 

Descoberto no ano passado, o pedregulho batizado de 2012 DA14 é o último --e mais contundente-- dos alertas de que asteroides oferecem risco real ao futuro da civilização (deixando no chinelo crises hipotecárias americanas). Em seu sobrevoo da Terra, ele passará a apenas 27.680 km da ilha de Sumatra, na Indonésia, às 17h24 (de Brasília). Apesar da proximidade, ele é tão discreto que não poderá ser visto a olho nu. No Brasil, à luz do dia, nem com a ajuda de instrumentos será possível vê-lo. Nunca um asteroide desse porte --capaz de causar estragos-- foi monitorado passando tão perto da Terra. Isso dará aos astrônomos uma oportunidade única de estudá-lo. Para esse fim, o principal instrumento é o radar, que permite um mapeamento de sua superfície durante a fase de maior aproximação do objeto, que tem a largura de meio campo de futebol.



Caso o 2012 DA14 estivesse destinado a trombar com o planeta, faria estrago similar. Se a colisão ocorresse numa região habitada, seria uma catástrofe sem precedentes. Mesmo caindo no oceano, seria um problema. "Nesse caso, só correr para as montanhas", afirma Cassio Leandro Barbosa, astrônomo da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), em São José dos Campos. Seria a única maneira de fugir do tsunami resultante. Com sorte, no caso do 2012 DA14, como o objeto foi descoberto há um ano, caso houvesse perigo de colisão, daria para tentar evacuar as regiões ameaçadas. "Mas imagine o caos", diz Barbosa. Pesquisadores da Nasa estimam que uma colisão desse tipo aconteça em média a cada 1.200 anos. Como a última foi há pouco mais de cem anos, o risco de outra tão já é baixo. Mas não dá para descartar. O mais interessante, contudo, é que uma aproximação desse tipo, sem pancada, é bem mais comum --uma a cada 40 anos. Por isso as empresas que ultimamente andaram revelando seus planos de mineração de asteroides ficaram especialmente animadas com essa passagem. 

 Fonte:  Folha de S. Paulo  - Caderno Ciência 15.02.2013

Noruega inaugura "cofre" global de sementes no Ártico

  Noruega inaugura "cofre" global de sementes no Ártico

 

Bem perto do pólo Norte, uma montanha gelada guarda o tesouro genético do planeta. Trata-se do projeto mais ousado de preservação da vida vegetal, inaugurado nesta terça-feira no arquipélago norueguês de Svalbard.



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A nova Arca de Noé fica escondida no final de um túnel de 120 metros, escavado em rochas geladas a 70 metros de profundidade e será mantida a -18ºC

O objetivo é conservar até 4,5 milhões de amostras de sementes e 2 bilhões de sementes de todas as espécies cultivadas pelo ser humano. Esse patrimônio, mantido em segurança máxima, estará protegido de catástrofes naturais e até mesmo de guerras nucleares.

"É o último refúgio das lavouras do mundo", diz Cary Fowler, diretor da Global Crop Diversity Trust, organização, criada pela FAO (órgão das Nações Unidas para agricultura), que coordena o projeto juntamente com a Noruega.

As primeiras amostras de sementes serão colocadas nesta terça-feira no Banco Internacional de Sementes de Svalbard, durante a cerimônia de inauguração, pelo premiê norueguês, Jens Stoltenberg, e pela ambientalista queniana e Prêmio Nobel da Paz, Wangari Maathai. O projeto já recebeu cerca de 100 milhões de sementes doadas por cem países.

O Brasil deve enviar em breve a sua contribuição, por meio do do Cenargen (Centro Nacional de Recursos Genéticos), da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

"A Noruega está orgulhosa por ter um papel central ao proteger não apenas sementes mas os alicerces da civilização humana", disse Stoltenberg.

A escolha de abrigar o bunker ecológico nesse remoto arquipélago acima do círculo polar Ártico não foi por acaso. Além de ter clima e geologia ideais, Svalbard é distante o bastante para manter em segurança a herança genética vegetal.

A nova Arca de Noé fica escondida no final de um túnel de 120 metros, escavado em rochas geladas a 70 metros de profundidade e será mantida a -18ºC. Essa caverna de alta tecnologia, construída nos últimos 11 meses numa montanha de Longyearbyen --uma das cidades do arquipélago--, é equipada com portas de aço blindadas, câmeras e detectores de movimentos e será monitorada remotamente da Suécia.

As mudanças climáticas foram inicialmente o que impulsionou o projeto, mas não foram o único motivo. Nos últimos anos, mais de 40 países tiveram os seus bancos de sementes destruídos: em guerras como no Iraque e no Afeganistão, ou em inundações e outros desastres ecológicos, como o recente tufão nas Filipinas.


Leia mais: LETÍCIA FONSECA-SOURANDER
Colaboração para a Folha de S.Paulo, em Bruxelas (26/02/2008)

Litígio entre Piauí e Ceará

Litígio entre Piauí e Ceará

Sem definição sobre a área de divisa, a população de povoados cearenses "disputa" escolas, postos de saúde e outros serviços ofertados por cidades piauienses e vice-versa


Povoados (Foto: Editoria de Arte/G1)

  A imprecisão começou com decreto imperial de 1880 com base em elementos naturais. Em 1920, houve uma convenção arbitral para definir os territórios, que terminou por ceder parte do litoral do Ceará ao Piauí em troca de algumas faixas de terra. A disputa entre os dois estados se acirrou depois que o Piauí entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto do ano passado, requerendo cerca de 3 mil km² da divisa com o Ceará.

A Procuradoria Geral do Ceará informa que o estado concordou em se submeter a uma tentativa de conciliação por provocação do relator do processo no STF, ministro José Antônio Dias Toffoli. O estado, no entanto, diz que só vai se pronunciar quando receber oficialmente do Piauí as cláusulas dessa conciliação.

O procurador do estado do Piauí, Kildere Souza, diz que trabalha para fazer a conciliação do que considera três áreas marcantes. "A proposta do Piauí foi enviada ao Ceará em 2004, para que escolhesse ficar ou com a parte maior ou com as duas menores", afirma Kildere.

De acordo com o procurador, o estado do Piauí só entrou com ação no STF porque não recebeu resposta do Ceará. “Falta vontade política porque nunca tivemos resposta do Ceará”, diz. Para ele, "infelizmente", não há como conseguir unidade em nenhuma dessas áreas. "Já se pensou na possibilidade de um plebiscito. É uma questão complicada porque envolve não só a área, mas o interesse dos municípios".

Kildere Souza alega que o prejuízo maior está na indefinição. "Os estados não investem ou investem indevidamente. Corre o risco de um estado estar investindo em área de outro. É uma questão que vai trazer alívio para os dois lados", acredita o procurador.


Fonte: G1.com.br (12.08.2012)